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terça-feira, 8 de agosto de 2017

Mosaicos, de Glauber Vieira Ferreira, Editora Penalux


Olá, Galera!
Quero compartilhar minhas impressões sobre mais uma leitura realizada. Falarei sobre Mosaicos, de Glauber Vieira Ferreira, uma publicação da Editora Penalux.
A obra traz apenas 110 páginas e é composta por 93 minicontos. Essa característica fez-me ler o livro em menos de uma hora.
No início do livro, o autor realiza uma explanação bem interessante a respeito da existência dos minicontos, explicando porque antes era comum termos grandes romances e hoje, histórias minúsculas ganham destaque.
O título Mosaicos é bem ilustrativo. Cada miniconto é uma peça do mosaico da realidade. A peça isolada pode parecer algo insignificante, mas a junção de todas forma uma bela imagem. Entre uma peça e outra, há lacunas para que o leitor preencha com suas próprias peças e possa contribuir para o mais belo de todos os mosaicos que é a vida.
Feita as devidas explicações, temos os 93 minicontos que, apesar das poucas palavras, produzem grandes encantamentos e reflexões. A maioria dos minicontos são bem alegres, mas nem por isso perdem o seu caráter reflexivo. A alegria toma conta de tal forma que muitos até parecem piadas. Poucos são tristes, mas também acompanham a linha de conduzir o leitor a pensar sobre questões existenciais. 
Dentro dessas alegria e tristezas, os minicontos tratam de temas variados. Eu gostei bastante deles. Os finais sempre me traziam uma espécie de surpresa. Posso até afirmar que a palavra INESPERADO define os finais dessas minúsculas histórias. Para vocês terem noção do sabor dessa leitura cativante, escolhi 5 minicontos. Não vou tecer explicações sobre os mesmos. Deixo o leitor livre para interpretá-los:

Entrou na reunião do AA.
Pela primeira vez em meses, não se sentiu anônimo.
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Dona Flor e seus dois maridos
E dona Flor teve um filho: era a cara de um e o focinho de outro.
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Amor possessivo
Sempre apanhava.
E sempre ganhava flores em seguida.
Relevava.
Foram ramalhes, arranjos...
E, finalmente, uma coroa.
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O imperador romano Nero, algoz de cristãos, tocava harpa e compôs canções.
Hitler, o anjo da morte para seis milhões de pessoas, era pintor.
Radovan Karadzic, responsável pela limpeza étnica de bósnios e croatas, na Guerra da Sérvia, fez poesia.
Tenhamos cuidados com certos artistas. Eles são muito sensíveis.
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Pelo Brasil I
Hermenegildo (ou Gildo, para os íntimos e não íntimos) chegou a cidade de Segredo na sexta à noite. No almoço do dia seguinte entrou em uma típica churrascaria gaúcha. O lugar estava tranquilo e aproveitou para matar uma curiosidade com o garçom.
— Ei amigo, porque Segredo tem esse nome?
— Posso dizer, não.
— E por quê?
— É segredo.
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Abraços.

2 comentários:

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